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O Campeonato Nacional está em curso na Companhia das Lezírias

Fase final da Equitação de Trabalho

Está a decorrer na Companhia das Lezírias, pelo quarto ano consecutivo, a Final do Campeonato Nacional de Equitação de Trabalho, evento que se prolongará até Domingo e que faz parte do programa dos Jogos do Centenário da República Portuguesa.

Participam neste Campeonato Nacional os mais cotados cavaleiros de todas as categorias, desde o Campeão Nacional e da Europa, Pedro Torres, a todos os elementos que fazem parte da selecção nacional detentora dos títulos de Campeão da Europa e do Mundo.


A Equitação de Trabalho, uma modalidade que se baseia na equitação tradicional de cada país, foi criada pelos italianos, tendo arrancado a nível internacional, em 1996, com o primeiro Campeonato Europeu, realizado em Itália, e a partir de então tem conhecido grande expansão universal.


É a modalidade que mais tem crescido em número de provas do calendário da Federação Equestre Portuguesa e também aquela em que os nossos cavaleiros e equipas nacionais mais títulos internacionais tem conquistado, destacando-se os dois Campeonatos do Mundo, individual e por equipas, os dez títulos individuais e os nove colectivos de Campeão da Europa, o último dos quais no passado mês de Setembro em Itália, na Cittá di Castello.


Adequada às características equestres de cada país, mantém as suas tradições, em particular no uso do traje e arreios, e dá destaque ao tipo de monte utilizado nas diferentes vertentes do trabalho de campo em que o cavaleiro utiliza apenas uma das mãos na condução da sua montada.


Portugal apresentou-se pela primeira vez em competição, em 1997, no II Campeonato da Europa de Equitação de Trabalho com cavaleiros da Equitação Tradicional. Estes concursos prolongam-se normalmente por três dias, com a realização, em cada jornada, de provas de Ensino, Maneabilidade e Velocidade. Nalguns casos haverá ainda uma quarta etapa para a Prova da Vaca, em que um grupo de cavaleiros terá de tirar de uma manada um animal previamente sorteado e levá-lo para uma zona demarcada.


A grande aposta é a entrada, o mais breve possível, na Federação Equestre Internacional, da Associação Mundial de Equitação de Trabalho, criada em 2004, da qual fazem parte, além de Portugal, a Áustria, Alemanha, Bélgica, Brasil, Espanha, França, Inglaterra, Itália, México e Suécia.


A consequência mais importante dos êxitos internacionais conquistados por Portugal nesta modalidade é a adopção, por muitos países, de cavalos lusitanos, em reconhecimento das qualidades ímpares da raça portuguesa, o que constitui um factor de estímulo para os nossos criadores.

 

Guita Júnior