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Bernabéu vence o contra-relógio e chega ao 2º lugar

Blanco segura a amarela por 37 segundos

David Bernabéu (Barbot-Siper) venceu este sábado nos 32,6 quilómetros do contra-relógio individual, disputado entre Pedrógão e Leiria...

David Bernabéu (Barbot-Siper) venceu este sábado nos 32,6 quilómetros do contra-relógio individual, disputado entre Pedrógão e Leiria, com 27 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, o camisola amarela David Blanco (Palmeiras Resort-Prio), subindo assim ao 2º lugar da geral a 37 segundos do líder, que se apresta para somar a quarta vitória na 72ª Volta a Portugal, organizada pela PAD/Lagos Sports, evento que faz parte do programa dos Jogos do Centenário da República


David Blanco, além de virtual vencedor da camisola verde da Montanha, pois já não é matematicamente possível o ucraniano Oleg Chuzhda (Caja Rural) retirar-lhe na única contagem de amanhã no alto de Cheleiros, recuperou a camisola branca dos pontos, ao somar os 20 pontos do 2º lugar, igualando o total de Sérgio Ribeiro (Barbot-Siper), enquanto Alfredo Balloni (Lampre) retirou a camisola da Juventude a Ricardo Vilela (Madeinox/Boavista). Por sua vez, Hernâni Brôco (LA-Rota dos Móveis), ao gastar mais 1m 40s, baixou ao 5º lugar da geral, a 2m 06s do camisola amarela, continua a ser o melhor português. Colectivamente, a Barbot-Siper, que averbou hoje a quarta vitória de etapa nesta Volta, recuperou o primeiro lugar.


As palavras dos vencedores


“Senti-me bem” – assegurou David Bernabéu, sublinhando de seguida: “Nos últimos anos sempre fiz bons contra-relógios, e nesta Volta esperava fazer o mesmo, mas nunca pensei que podia ganhar.” E concluiu: “Acho que no último dia da Volta a Portugal a classificação geral já não vai mudar. A camisola amarela não está já entregue porque ainda falta o último dia, mas será impossível lá chegar.”
“O importante era segurar a camisola amarela”, salientou David Blanco, prosseguindo: “Como ia tendo referências dos tempos dos adversários estive sempre tranquilo. No entanto, nas rotundas fui mais cuidadoso, pois com o muito vento que se fazia sentir tive medo de cair e perder tudo o que tinha conseguido até aqui. Por isso não valia a pena arriscar nas curvas.” A concluir acrescentou: “Há muita gente que ainda não ganhou nada e amanhã é a última oportunidade. Acho que não vai ser uma etapa de consagração porque a Volta só acaba em Lisboa.”


Lisboa espera pelas emoções da Volta


Lisboa prepara-se para receber amanhã a caravana da Volta e consagrar os vencedores, naquela que é a última etapa susceptível ainda de corrigir algumas classificações e que, por representar a derradeira oportunidade para aqueles que ainda nada ganharam nesta edição, tentarem a sua sorte. Em jogo continua a camisola branca dos pontos, a camisola da Juventude e a vitória por equipas.Os ciclistas concentram-se a partir da 11h00 na Portela de Sintra, onde será dada a partida simbólica às 13h05, deslocando-se em marcha neutralizada durante cerca de 4r,5 Km até à placa Galamares na Estrada Nacional 247, sendo ali dada às 13h15 a partida real. Depois das metas volantes de Pêro Pinheiro (Km. 31), Mafra (Km. 43,2), a que se junta uma terceira em Lisboa (Km. 119,8) e da contagem de montanha de 3ª categoria, em Cheleiros (Km. 37,4), a caravana entra na capital pela Av. Da Índia, Alcântara Mar, Cais do Sodré, Praça do Comércio. Rua da Prata e Rossio, entra depois na Av. Da Liberdade, fazendo aí uma primeira passagem pela meta, para prosseguir até ao Marquês de Pombal, Praça do Saldanha, com inversão junto ao cruzamento da Av. de Berna, iniciando-se então as cinco passagens pela meta, que está instalada na Av. da Liberdade em frente ao edifício do “Diário de Notícias”, com a chegada dos corredores prevista para cerca das 17h20.


Lisboa já foi final de Volta em 25 ocasiões. Recordamos os resultados dos anos mais recentes: 1991 (53ª Volta): Sintra-Lisboa, 147,9 Km., Orlando Rodrigues (Ruquita); 1993 (55ª Volta): Lourinhã-Lisboa, 156,3 Km., Pedro Silva (Sicasal); 1994 (56ª Volta): Caldas-Lisboa, 147,3 Km., Pedro Silva (Sicasal); 1998 (60ª Volta): Caldas-Lisboa, 126,7 Km., Jeremy Hunt (Banesto); 2000 (62ª Volta): Évora-Lisboa, 174,4 Km., S. Sarkauskas (LA-Pecol)

 

Guita Júnior